sábado, 8 de novembro de 2008

O pote rachado





Havia na Índia um carregador de água que transportava - em ambas as pontas de uma vara que levava atravessada no pescoço - dois potes grandes de barro.
Um dos potes tinha uma racha e o outro era perfeito.
O pote perfeito chegava sempre cheio ao final do longo caminho que ia do poço até à casa do patrão.
Mas o pote rachado chegava apenas com metade da água.
E assim, durante dois anos, o carregador entregou diariamente um pote e meio de água em casa do seu senhor.
O pote perfeito, é claro, estava orgulhoso do seu trabalho.
O pote rachado, porém, estava envergonhado da sua imperfeição. Sentia-se miserável por apenas ser capaz de realizar metade da tarefa a que estava destinado.
Depois de perceber que, ao longo de dois anos, não tinha passado de uma amarga desilusão, o pote disse um dia ao homem, à beira do poço:
- Estou envergonhado e quero pedir-te desculpa. Durante estes dois anos só entreguei metade da minha carga, porque a minha racha faz com que a água se vá derramando ao longo do caminho. Por causa do meu defeito, tu fazes o teu trabalho e não ganhas todo o salário que os teus esforços mereciam.
O homem ficou triste com a tristeza do velho pote, e disse-lhe com compaixão:
- Quando voltarmos para casa do meu senhor, quero que repares nas flores que se encontram à beira do caminho.
De facto, à medida que iam subindo a montanha, o pote rachado reparou em que havia muitas flores selvagens à beira do caminho e ficou mais animado.
Mas no final do percurso, tendo-se vazado mais uma vez metade da água, o pote sentiu-se mal de novo e voltou a pedir desculpa ao homem pela sua falha.
Então, o homem disse ao pote:
- Reparaste em que, ao longo do caminho, só havia flores de teu lado? Reparaste também em que, quando vínhamos do poço, todos os dias, tu ias regando essas flores? Ao longo de dois anos, eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Se tu não fosses assim como és, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.


(Autor desconhecido)

Lírio da Paz



Havia em algum lugar, um jardim maravilhoso, onde rosas, marias-sem-vergonha, icssórias, bromélias, orquídeas e tantas outras plantas viviam desfrutando da amizade das borboletas e dos beija-flores. Entretanto, havia uma planta, que se chamava "lírio da paz", que por mais que se esforçasse não alcançava o seu intento. Água e nutrientes não lhe faltavam, porém só multiplicavam-se as folhas, e a graça de ver flores lhes rebentando o seu caule ainda não havia chegado.

Neste abençoado jardim, havia paz, amor, alegria, contudo quem tinha a tarefa de semear a paz, até então não conseguia prestar o serviço a que fora designado. O jardineiro sempre intrigado, não obtinha respostas para essa anormalidade e de todas as formas estava sempre buscando alternativas para que o "lírio da paz" florescesse.

Em um dia ímpar, com temperaturas amenas e pássaros de diversas espécies cantando, o jardineiro no seu costumeiro labor umedecia os protagonistas desse jardim e quão não foi a sua surpresa ao deparar com uma pequena haste branca que despontava no meio a tantas folhas verdes. Uma alegria imensa invadiu a sua alma, pois após tantas tentativas infrutíferas, o "lírio da paz" respondeu ao chamado do Criador e justificava a sua existência neste jardim.

Porém, como nem tudo é perfeito, dona rosa confabulava: "Você viu, o lírio resolveu responder às investidas do jardineiro" ao que lhe respondia dona maria-sem-vergonha: "Pois é, estamos todos muito preocupados, pois o jardineiro até parece que esqueceu-se de que nós não o decepcionamos em nenhum momento, e agora resolve dar uma importância tão grande a este "´lírio da paz" só por que ele resolveu florescer assim de uma hora para outra."

Entretanto a senhora onze horas, na qual muitos beija-flores sugam o seu néctar, ouvia a tudo atentamente e pediu licença e adentrou à conversa: "Vocês não estão entendo a atitude do nosso jardineiro. Para ele nós sempre estávamos ali, presentes em seu dia, e o lírio parecia que queria se perder, por mais que ele se esforçasse o lírio não era feliz. Então é natural a sua alegria, pois mostrou-lhe que todo o amor dispensado ao lírio não foi em vão."

Ao ouvir estas palavras todo o jardim percebeu que o objetivo do jardineiro era que todos os colaboradores da beleza do seu jardim, fossem felizes como ele o era.

Ingrid Handell

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

AMIZADE...

Sonho… só damos conta depois que acordamos, depois que ele acabou…
E ficamos com aquela vontade de sonhar mais um pouco.
Existem pessoas que são um sonho.
Um sonho pelo qual dormiríamos a vida inteira.
Mas o destino vem e acorda-nos violentamente…
E leva-nos aquele sonho tão bom…
Existem pessoas que são estrelas.
Doces, luzes que enfeitam e iluminam as noites escuras das nossas vidas.
Mas vem o amanhecer e rouba-nos
com a sua claridade aquela estrela tão linda.
Existem pessoas que são flores.
Belas e discretas que alegram o nosso caminho.
Mas com o tempo, as flores murcham,
e enchem-nos de saudade da sua cor e do seu perfume.
Existem, finalmente, as pessoas que são maravilhosamente amigas.
Uma amiga doce como o mel de uma flor…
Que desabrochou numa estrela e que veio até nós num lindo sonho!
E ainda bem que são amigas, porque flores, estrelas ou sonhos,
mais cedo ou mais tarde, terminam… mas a amizade…
a amizade verdadeira não termina nunca…
( Texto de autor desconhecido)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008