sexta-feira, 2 de julho de 2010

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS


"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam

poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,

cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir

assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.


'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,

minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,

muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com

triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!"


Mário de Andrade

(1893-1945)

Como é sábio este texto, sempre tentei que o essencial fizesse parte da minha vida. Mas nesta etapa da minha vida, também penso como Mário de Andrade: basta o essencial para fazer com que a vida valha a pena, vivendo um dia de cada vez, vivendo todos os momentos que nos são postos no caminho, quer sejam bons ou maus, mas colhendo sempre o essencial de tudo e vivendo cada dia como se fosse o último.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010


Por preguiça, podemos chegar a fazer coisas que são bastante piores do que a preguiça. Por preguiça, um homem bom pode ir realizando pequenas coisas más e, aos poucos, deixar de ser um homem bom. Pode deixar de fazer as coisas boas que tinha obrigação de fazer e, assim, roubar ao mundo uma certa porção de bem, de beleza, de alegria. Pode transformar-se em alguém que para pouco serve.
(Paulo Geraldo)

terça-feira, 6 de abril de 2010


"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-se do sofrimento, também perde a felicidade." Mary Cholmondeley

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


Quando dói o coração, todo o corpo dói.


Quando dói o coração, todo o corpo dói.
Porque permitimos que as pessoas entrem assim tão dentro da gente a ponto de saírem carregando um pedaço de nós quando partem?
Porque nos damos tanto, nos entregamos tanto, nos deixamos tanto em mãos não tão cuidadosas dos nossos sentimentos?

Deveríamos aprender a ficar na margem, olhando de longe a paisagem calma e nos satisfazer dessa visão, como quem se fascina com uma miragem.
Mas não nos satisfaz olhar.
Humanos que somos, precisamos absolutamente sentir, ao risco de nos afogar... e mergulhamos inteiramente.

E, vida afora, vamos mergulhando em promessas de amor eterno, felicidade infinita e mar de rosas.
Não nos questionamos sobre probabilidades de perdas e decepções, pois só de pensar já é doloroso.

Dói... dói... dói e dói!...
Mas isso não vai nos impedir de continuar, não vai nos impedir de viver.
Pedaços de nós são ainda partes de nós e ninguém disse que precisamos chegar à velhice inteiros e sem marcas.

Isso é vida!!! Não desistir, manter-se de pé, doendo, mas de pé, cabeça erguida na direção do desconhecido e peito cheio de esperança que a próxima vez será diferente.

Grandes artistas obtiveram o melhor das suas obras nos grandes momentos de aflição e dor.
Faça o mesmo:
Mostre o que de grande há em você tirando partido das suas decepções!

Construa-se!!!
Tenha em mente que não é você que não foi digno daquele amor, mas aquele amor que não foi digno de você.
E se faz parte da vida caminhar entre flores e espinhos, não se esquive do caminho.

Caminhe!!!
Amanhã talvez seja diferente.
E talvez não.
Mas entre as subidas e descidas, você vai ter sobrevivido.
E vai ter, sobretudo, vivido.